Espécies - Répteis

A Biosfera, trabalha com essa espécie na recolha de amostras (músculo da cauda) para DNA; recolha de dejetos para estudar a sua dieta; medição (do focinho até à cloaca) e colocação de micro chipe pit tag para a saber localização e distribuição da espécie (tarentola).

 

       Osga de Bouvier Hemidactylus bouvieri (bocourt, 1870)

Réptil Terrestre

Distribuição Global: Esta osga é endémica das ilhas de Cabo Verde e foi registada nas ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau. A subespécie Hemidactylus bouvieri razonensis foi registada a partir de dois membros do grupo de ilhas Desertas. A sua presença contínua nas ilhas de Santiago e Brava é incerta, uma vez que os registos da espécie são antigos. Na ilha do Fogo a espécie também foi relatada, embora siga a descrição recente de H. lopezjuradoi.

Alimentação: É omnívoro, alimentando-se tanto matéria vegetal como animal.

Categoria de Ameaça: Criticamente em perigo.

Ameaças à Conservação: Distribuição muito restrita (menos de 100 km2), fragmentação e destruição de habitat, introdução de espécies invasoras (gatos, ratos, cabras), potencial competição directa com espécies não-nativas de osgas (ex. osgas africanas Hemidactylus angulatus e H. mercatorius) e conhecimento pobre da sua ecologia.

 

 

        Osga de Bouvier do Raso Hemidactylus bouvieri razoensis (Gruber & Schleich, 1982)

Réptil Terrestre

Distribuição Global: Esta osga ocorre apenas na ilha de Santa Luzia e ilhéu do Raso.

Alimentação: É omnívoro, alimentando-se tanto matéria vegetal como animal.

Categoria de Ameaça: Criticamente em perigo.

Ameaças à Conservação: A espécie está particularmente em risco devido à introdução de gatos e roedores, que só recentemente se estabeleceram em Santa Luzia em grande número. O aumento da pressão humana sobre ambas as ilhas tem vindo a aumentar, trazendo consigo um maior risco de que estas espécies invasoras. Outras ameaças à conservação desta subespécie prendem-se com o facto de ambas as ilhas serem especialmente propensas a secas severas, à destruição de habitat e ao facto de se conhecer ainda muito pouco da sua ecologia.

 

 

        Osga dos muros do Raso Tarentola Rasiana (Schleich, 1984)

Réptil Terrestre

Distribuição Global: Esta espécie é encontrada em Santa Luzia e nos ilhéus Branco e Raso, a altitudes abaixo dos 300m.

Alimentação: É omnívoro, alimentando-se tanto matéria vegetal como animal.

Categoria de Ameaça: Quase ameaçada.

Ameaças à Conservação: Com uma distribuição muito limitada (28 km2), a maior ameaça a esta espécie são os mamíferos introduzidos em Santa Luzia (gatos e ratos), que até à data ainda não chegaram aos ilhéus Branco e Raso. Apesar de serem ainda relativamente abundantes em Santa Luzia, a pressão humana e dos seus predadores não nativos têm vindo a aumentar, representando uma ameaça considerável para a sua conservação a longo prazo. 

 

 

        Osga Gigante Tarentola Gigas (Bocage, 1875)

Réptil Terrestre

Distribuição Global: Esta osga, predominantemente noturna, é restrita ao Branco e ao Raso com uma área combinada de 10 km2. No Raso, o maior dos dois ilhéus, está principalmente confinada à costa Sul e à planície central. Evidências fósseis comprovam que esta espécie já foi amplamente difundida, mas que desapareceu de São Vicente e de Santa Luzia após o estabelecimento humano e introdução de espécies invasoras.

Alimentação: Alimenta-se de ovos quebrados e possivelmente de ninhos de aves, sendo o principal (e talvez único) predador natural de ovos da Calhandra-do-ilhéu-Raso (Alauda razae), ave agora restrita ao ilhéu Raso. No Branco, onde já não existe a Calhandra-do-Raso, presume-se que a alimentação se baseie principalmente nas colónias das cagarras de Cabo Verde (Calonectris edwardsii).

Categoria de Ameaça: Em perigo.

Ameaças à Conservação: Distribuição restrita, pressão humana e mudanças na dinâmica das relações que se estabeleceram com as espécies nativas de aves marinhas e terrestres. No Raso esta espécie depende das colónias de aves marinhas presentes, bem como da população de Calhadra-do-ilhéu-Raso (Alauda razae) que está sujeita a flutuações extremas, provocadas pelo clima e actualmente listada como criticamente ameaçada. O acesso ao Branco é difícil, mas é provável que as pressões nas colónias de cagarras sejam semelhantes às que afetam a população do Raso.

 

 

      Osga Gigante do Raso Tarentola Gigas Gigas (Bocage, 1875)

Réptil Terrestre

Distribuição Global: Ocorre no ilhéu Raso a baixas temperaturas.

Alimentação: Aproveita restos de regurgitações, ovos partidos e juvenis inviáveis de aves marinhas e terrestres, sendo provavelmente predadora de ovos de Calhandra-do-ilhéu-Raso (Alauda razae).

Categoria de Ameaça: Em perigo.

Ameaças à Conservação: Alterações climáticas, que podem conduzir a secas extremas, mudanças na dinâmica das relações que se estabeleceram com as espécies nativas, como as aves marinhas das quais dependem em termos de alimento, distribuição muito restrita e perturbação humana, tornam esta espécie vulnerável e a necessitar de medidas de protecção urgentes.

 

 

 

      Osga Gigante do Branco Tarentola Gigas Brancoensis (Schleich, 1984)

Réptil Terrestre

Distribuição Global: Existe no ilhéu Branco, a baixas altitudes.

Alimentação: Aproveita restos de regurgitações, ovos partidos inviáveis das colónias de aves marinhas.

Categoria de Ameaça: Em perigo.

Ameaças à Conservação: Alterações climáticas, que podem conduzir a secas extremas, mudanças na dinâmica das relações que se estabeleceram com as espécies nativas, como as aves marinhas das quais dependem em termos de alimento, distribuição muito restrita e perturbação humana, tornam esta espécie vulnerável e a necessitar de medidas de protecção urgentes.

 

 

       Lagartixa de Stanger Chioninia stangeri (Gray, 1845)

Réptil Terrestre

Distribuição Global: Com uma distribuição estimada em 101 km2, trata-se de uma espécie endémica do arquipélago de Cabo Verde, ocupando a ilha de São Vicente e as ilhas Desertas (ilhas de Santa Lúzia e ilhéus Branco e Raso), maioritariamente em altitudes abaixo dos 250 m.

Alimentação: É omnívora, comendo tanto matéria vegetal como animal, constituíndo os invertebrados a maior fatia da dieta.

Categoria de Ameaça: Quase ameaçada.

Ameaças à Conservação: Espécies inroduzidas como gatos e ratos são predadores desta espécie, pensando-se inclusivé que a sua baixa abundância em Santa Luzia, deveu-se ao impacto destas espécies. invasoras. Não está claro se esses animais representam uma ameaça nas outras ilhas como São Vicente. Alterações climáticas como secas extremas, são outra ameaça à sua conservação.

 

 

 


 

A Biosfera, trabalha com essa espécie na contabilidade de rastos e ninhos; marcação de ninhos por GPS; medição e pesagem de crias; salvamento das fêmeas perdidas ou desorientadas e recolha de materiais genéticos, em parceria com a Universidade Queen Mary.

 

       Tartaruga-marinha-comum Caretta caretta (Linnaeus, 1758)

Réptil Marinho

Distribuição Global: Como uma espécie migratória, a tartaruga-marinha-comum está globalmente distribuída pelas regiões subtropicais (do qual Cabo Verde faz parte) e temperadas do Mar Mediterrâneo e dos Oceanos Pacífico, Índico e Atlântico.

Alimentação: Crustáceos, moluscos e peixes.

Categoria de Ameaça: Vulnerável.

Ameaças à Conservação: As ameaças à espécie são diversas, sendo que as principais incluem: captura acidental em artes de pesca dirigidas a outras espécies, perda de habitat de nidificação devido ao desenvolvimento costeiro, captura direta para consumo humano ou para utilização em produtos comerciais, poluição marinha que matam ou mutilam adultos e crias através da ingestão ou emaranhamento poluição luminosa de luzes artificiais que provocam a desorientação de adultos e crias em terra e finalmente a climáticas que tem impactos detrimentais nas suas zonas de nidificação.

 


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