Pedreiro-azul Pelagodroma marina eadesorum

O Pedreiro-azul é uma espécie pelágica que nidifica em diversas ilhas dos oceanos Atlântico e Pacífico. No Atlântico reproduz-se nas ilhas Selvagens (Madeira), a norte das Canárias e em Cabo Verde (subespécie Pelagodroma marina eadesorum), tem colónias no ilhéu Branco, ilhéu dos Pássaros (Boavista), Laje Branca (Maio) e nos ilhéus Rombo.

  • Estatuto de conservação
    Estatuto de conservação

    Pouco Preocupante

  • Habitat
    Habitat

    Marinho

  • Distribuição
    Distribuição

    ilhéus Branco, Rombo e ilha do Maio

  • Tamanho
    Tamanho

    Comprimento 19-21 cm; Envergadura 41-44 cm

  • Peso
    Peso

    57 g

Endemismo
É uma subespécie endémica de Cabo Verde.

Morfologia
A parte superior da cabeça é cinzenta-acastanhada e como uma máscara que vai da parte inferior do olho até às penas coberturas do ouvido, e um branco da parte superior dos olhos e do resto da cabeça e garganta. Apresenta uma coloração branca na parte ventral e as suas asas são curtas. As patas são bastante compridas e pretas exceto a membrana interdigital que é amarela. As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos em termos corporais, mas estes possuem um bico mais grosso.

Comportamento e Alimentação
Alimenta-se essencialmente de crustáceos planctónicos, de pequenos peixes e cefalópodes (por exemplo lulas). Escava o ninho em solo arenoso, constituindo normalmente colónias muito densas. Sabe-se muito pouco acerca desta espécie, devido ao facto de passarem a maior parte da vida no mar e ao contrário das restantes espécies de aves marinhas, serem raramente avistadas junto das embarcações, preferindo acompanhar grupos de cetáceos, normalmente em pequenos bandos.

Reprodução
Põe apenas um ovo. Visita as colónias apenas durante a noite e durante o período de reprodução. A cria é alimentada por ambos os progenitores e entre os 52-62 dias abandona o ninho rumo ao mar, para regressar a terra como reprodutor passados 2 a 4 anos.

Ameaças
Em Cabo Verde, a espécie parece estar em declínio devido sobretudo a predadores introduzidos (ratos, ratazanas, gatos, etc.). No Barlavento, a maior colónia desta espécie pode ser encontrada no ilhéu Branco, mas muitos ninhos são destruídos pelas tartarugas na época reprodutora, que ao tentarem vir a terra desovar, passam por cima deles. Localmente a destruição de ninhos e a mortalidade de crias e adultos por pisoteio constitui a principal ameaça.

Curiosidade
Muito ágil e com asas largas em forma de borboleta, o Pedreiro-azul tem um voo muito peculiar. Voa junto da superfície da água e de forma errática, batendo regularmente com as patas na água, parecendo que caminha sobre ela.

O trabalho da Biosfera

Há cerca de 200 anos existiam grandes colónias com muitos milhares de casais na ilha de Santa Luzia. Extinguiram-se com a chegada do Homem e dos ratos e dos gatos que sempre o acompanham. A Biosfera em parceria com a SPEA, tem realizado missões esporádicas para seguir a população de Pedreiro-azul no ilhéu Branco, dificultadas pelas condições de acesso e estadia no local. Devido à ameaça que sofrem pelas tartarugas marinhas foram construídos ninhos artificiais no ilhéu para evitar a destruição dos ninhos instalados nos areais. cujo colapso é provocado por vezes pelas tartarugas marinhas. Para além das tartarugas também sobrem ameaças por parte dos pescadores que desembarcam ilegalmente no ilhéu apesar do seu estatuto de Reserva Integral. Montagens de redes ornitológicos para captura/recapturas de individuos, anilhagem e monitorização dos ninhos naturais e artificiais são atividades desenvolvidas no Branco, para aumentar o conhecimento e estimar o tamanho da população desta espécie.