Pedreiro-azul Pelagodroma marina

O Pedreiro-azul é uma espécie pelágica que nidifica em diversas ilhas dos oceanos Atlântico e Pacífico. No Atlântico reproduz-se nas ilhas Selvagens (Madeira), a norte das Canárias e em Cabo Verde (subespécie Pelagodroma marina eadesi), tem colónias no ilhéu Branco, ilhéu dos Pássaros (Boavista), Laje Branca (Maio) e nos ilhéus Rombo.

  • Estatuto de conservação
    Estatuto de conservação

    Pouco Preocupante

  • Habitat
    Habitat

    Marinho

  • Distribuição
    Distribuição

    ilhéus Branco, Rombo e ilha do Maio

  • Tamanho
    Tamanho

    Comprimento 19-21 cm; Envergadura 41-44 cm

  • Peso
    Peso

    57 g

Alimenta-se essencialmente de crustáceos planctónicos, de pequenos peixes e cefalópodes (por exemplo lulas). Escava o ninho em solo arenoso, constituindo normalmente colónias muito densas e põe apenas um ovo. Visita as colónias apenas durante a noite e durante o período de reprodução. A cria é alimentada por ambos os progenitores e entre os 52-62 dias abandona o ninho rumo ao mar, para regressar a terra como reprodutor passados 2 a 4 anos. Sabe-se muito pouco acerca desta espécie, devido ao facto de passarem a maior parte da vida no mar e ao contrário das restantes espécies de aves marinhas, serem raramente avistados junto das embarcações, preferindo acompanhar grupos de cetáceos, normalmente em pequenos bandos. Em Cabo Verde, a espécie parece estar em declínio devido sobretudo a predadores introduzidos (ratos, ratazanas, gatos, etc.). Localmente a destruição de ninhos e a mortalidade de crias e adultos por pisoteio constitui a principal ameaça.

Curiosidade: Muito ágil e com asas largas em forma de borboleta, o Pedreiro-azul tem um voo muito peculiar. Voa junto da superfície da água e de forma errática, batendo regularmente com as patas na água, parecendo que caminha sobre ela.

O trabalho da Biosfera

Há cerca de 200 anos existiam grandes colónias com muitos milhares de casais na ilha de Santa Luzia. Extinguiram-se com a chegada do Homem e dos ratos e dos gatos que sempre o acompanham. Atualmente a espécie está confinada ao ilhéu Branco mas quase extinta também. A Biosfera tem aí realizado missões esporádicas para seguir a população residual de Pedreiro-azul, dificultadas pelas condições de acesso e estadia no local. Futuramente pretende-se construir ninhos artificiais no ilhéu para evitar a destruição dos ninhos instalados nos areais, cujo colapso é provocado por vezes pelas tartarugas marinhas mas também pelos pescadores que desembarcam ilegalmente no ilhéu apesar do seu estatuto de Reserva Integral.

Facebook
Twitter
YouTube
Instagram
pt_PTPortuguês
en_GBEnglish (UK) pt_PTPortuguês