Pardal-de-terra Passer iagoensis

Primeiramente descrito por Darwin, numa das suas incursões a Cabo Verde, esta espécie possui uma confiança incomparável para com o ser humano, sendo comum vê-lo dentro de nossas casas ou a escassos centímetros dos seus habitantes.

  • Estatuto de conservação
    Estatuto de conservação

    Pouco Preocupante

  • Habitat
    Habitat

    Arbustivo, Pastagem, Savana, Urbano

  • Distribuição
    Distribuição

    Todas as ilhas excepto o Fogo e no ilhéu Branco onde neste a sua presença é irregular.

  • Tamanho
    Tamanho

  • Peso
    Peso

    12-24 g

Altamente versátil, ocorre em todos os habitats, desde os mais áridos e secos, até aos mais húmidos, bem como em diferentes altitudes (nível do mar até acima dos 1000 metros), uma adaptabilidade que é alvo de diversos estudos sobre evolução e plasticidade genética. Tal como outras espécies congéneres de Pardal, reproduz-se durante todo o ano, embora nas zonas mais áridas, a reprodução possa ser errática e em resposta às chuvas. Nestes locais as suas populações estão amplamente dependentes da disponibilidade de chuva e em anos de seca podem ser severamente afectadas. Os ninhos construídos em fendas de falésias e rochas, mas também em estruturas humanas como casas e muros, albergam entre 3 a 5 ovos. São aves sociais que vivem em bandos fora dos períodos reprodutores explorando o ambiente envolvente, e quando em casal são extremamente territoriais. Actualmente desconhecem-se ameaças para o Pardal-de-Terra, sendo uma espécie bastante comum, cujo tamanho populacional está ainda por determinar.

Curiosidade: foram detetadas diferenças morfológicas no bico entre grupos de ilhas do arquipélago de Cabo Verde. Os indivíduos que habitam as ilhas do Barlavento (Santo Antão, São Vicente, Santa Luzia, Branco, Raso, São Nicolau, Sal e Boavista) têm bicos mais arredondados e largos, enquanto que os que habitam o Sotavento (Maio, Santiago, Fogo, Brava e Rombo), têm um bico mais pontiagudo e fino. Pensa-se que estas diferenças morfológicas tenham sido originadas no passado por diferentes episódios de colonização das ilhas de Cabo Verde por esta espécie.

O trabalho da Biosfera

A Biosfera trabalha com as populações residentes de Pardal-de-Terra na ilha de Santa Luzia e no ilhéu Raso. Várias centenas de indivíduos tem sido marcados com combinações individuais de anilhas coloridas com o objectivo de estimar as suas populações em ambas as ilhas e avaliar a existência de migrações entre ilhas. Estes trabalhos são especialmente importantes para melhor compreender a dinâmica populacional de uma ave que compete diretamente por recursos com uma das espécies mais ameaçadas do Mundo, a Calhandra-do-ilhéu-Raso.

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