Tubarão Doninha do Atlântico Paragaleus pectoralis

O género Paragaleus compreende quatro espécies das quais apenas o tubarão doninha do Atlântico, Paragaleus pectoralis ocorre ao largo da costa da África Ocidental, entretanto pouco se sabe a cerca da biologia geral.

  • Estatuto de conservação
    Estatuto de conservação

    (EN) desde (2021)

  • Habitat
    Habitat

    Marinho costeiro

  • Distribuição
    Distribuição

    Costa Ocidental da Africana

  • Tamanho
    Tamanho

    138 cm máximo

  • Peso
    Peso

    Recém-nascido 200-400g; Adulto 11,5kg

Endemismo
Sendo a única espécie do género Paragaleus a ser registada na Costa Ocidental da África, é considerada uma espécie endémica da África Ocidental, ocorrendo no Norte de Marrocos até norte da Namíbia incluindo as ilhas Canárias, Cabo Verde e outras ilhas da costa Ocidental Africana.

Morfologia
Possui olhos grandes, focinho moderadamente longo, corpo esbelto, coloração cinza-claro e bronze com listras longitudinais amarelas e parte ventral branca.

Comportamento e Alimentação
Encontrado em águas costeiras ao redor da plataforma continental (≈12m até abaixo dos 100m). A maioria dos tubarões doninha são considerados inofensivos para os seres humanos, pois não há nenhum reporte documentado de ataques ao ser humano. É um predador ativo, podendo alimentar-se de peixes bentónicos, peixes pelágicos e crustáceos.

Reprodução
É um elasmobrânquio vivíparo placentário (embrião desenvolve dentro do corpo da mãe), com época de acasalamento de Março a Maio, com período de gestação de 12 meses e produzindo ninhadas de 1 a 4 crias que nascem de Maio a Junho.
Ameaças
Por exibir taxas de crescimento lentas e maturidade tardia em sua vida útil, torna-se vulnerável à pressão da pesca. Em todo o Arquipélago de Cabo Verde, é amplamente consumido como carne seca de tubarão (cação). As barbatanas não são consideradas valiosas devido à sua pequena dimensão, mas ainda são comercializadas internacionalmente. É por vezes transformada em farinha de peixe. É também capturado como captura acessória na pesca artesanal com múltiplas artes de pesca, incluindo rede de arrasto demersal, arte de linha, rede de emalhar, redes fixas e é retida para o consumo humano. Também é provavelmente capturado na pesca industrial com redes de arrasto nas zonas costeiras.

O trabalho da Biosfera

Como um dos alvos do projeto de pesquisa e conservação dos tubarões e raias de Cabo Verde, a Biosfera tem-se focado em descobrir mais sobre esta espécie, principalmente sobre a sua população ao redor da Reserva Marinha de Santa Luzia e ilhas adjacentes, bem como a sua biologia geral.

Juntamente com parceiros nacionais e internacionais tem-se descoberto areas de importância global de conservação desta espécie, e atualmente usamos métodos de marcação passiva e acústica bem como o uso de camaras subaquáticas (BRUV) para obter informações sobre a sua distribuição, estado da população e taxa de mortalidade nas zonas chave.

Com estes métodos conseguiu-se marcar externamente, cerca de 71 indivíduos de tubarão doninha em áreas especificas entre Santa Luzia e São Vicente e também já foram observados indivíduos desta espécie em diferentes locais, usando o método de BRUV, locais estes que são de difícil acesso para o uso de ouras técnicas. Além de marcas e observações, recolhemos dados biológicos que poderão colocar um ponto final na falta de informação sobre esta espécie, bem como obter uma nova classificação da sua população.