Bandeira Azul

A Bandeira Azul é um símbolo de qualidade, um galardão que é atribuído anualmente às praias, marinas e operadores de embarcações de turismo sustentável que se candidatam e que cumpram um conjunto de critérios de natureza ambiental, de segurança e conforto dos utilizadores da praia com o objetivo de elevar o grau de conscientização dos cidadãos e dos tomadores de decisão. O Programa é uma iniciativa da Fundação para Educação Ambiental (FEE) que se iniciou na França em 1985 e vem sendo desenvolvido em outros continentes desde 2001, tornando-se atualmente num fenómeno global. Uma praia com bandeira azul significa, entre outras coisas, que é uma praia limpa e com uma boa qualidade da água, equipada com recipientes de lixo, instalações sanitárias, boas acessibilidades, vigiada por nadadores-salvadores, equipamento de primeiros socorros e com informação e atividades de educação ambiental. O programa desafia buscar padrões elevados de gestão em algumas categorias como: Educação e informação ambiental; Qualidade da água; Gestão ambiental; Segurança e serviços.   Ao todo são necessários 32 requisitos para que uma praia possa ter a certificação internacional/hastear a Bandeira Azul. Título do projecto Projeto Bandeira Azul Cabo Verde Duração 2018 – 2023 (5 Anos) Parceiros técnicos CMSal, ONG Projeto Biodiversidade, Agência Marítima e Portuária, Águas de Ponta Preta e outros parceiros (marinas, unidades hoteleiras, etc). Parceiros financeiros Câmara do Turismo de Cabo Verde, Governo de Cabo Verde, através do Ministério da Economia Marítima e Ministério do Turismo e Transportes, Ministério de Educação e Ministério do Ambiente/DNA A Biosfera é, desde Dezembro de 2017, membro oficial e operador nacional dos programas da FEE em Cabo Verde. Cabo Verde, enquanto destino turístico tem apostado no reconhecimento a nível nacional e internacional das suas praias incorporando os critérios de sustentabilidade e garantindo um selo de qualidade aos serviços e produtos oferecidos aos visitantes. Assim sendo a praia de Santa Maria, uma das sete maravilhas de Cabo Verde pela sua beleza natural e potencial turístico, foi escolhida como projeto-piloto, embora o objetivo e desejo deste projeto seja a médio prazo englobar outras praias nacionais neste selo de qualidade reconhecido a nível internacional. Obter a Bandeira Azul é uma grande responsabilidade que deve ser traduzida em mudanças de comportamento e uma gestão responsável. Hastear a bandeira é somente o início deste processo de mudança.

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Conhecer melhor os tubarões e raias

Este projeto almeja avançar com os atuais esforços para melhorar a nossa compreensão da biologia, ecologia e estado de conservação dos elasmobrânquios que ocorrem em Cabo Verde, com o foco na espécie Viola barba-negra (Glaucostegus cemiculus) e no tubarão doninha do Atlântico (Paragaleus pectoralis). .~ O arquipélago de Cabo Verde é considerado o lar de várias espécies de preocupação internacional de conservação, tais como o Viola barba-negra, espécies que ocorrem apenas na África Ocidental ou mesmo endémicas de Cabo Verde, tais como o tubarão doninha do Atlântico e a raia de Cabo Verde, respetivamente. No entanto, o conhecimento sobre eles é ainda muito limitado localmente, apesar das leis nacionais e internacionais emergentes. O Projeto de Conservação dos Elasmobrânquios de Cabo Verde visa preencher as lacunas ao nível da ecologia e biologia das espécies de tubarões de Cabo Verde, além de fornecer dados que são fundamentais para a definição de medidas urgentes de proteção e conservação. Detalhes do projeto Título do projeto Projeto de pesquisa e conservação dos Elasmobrânquios de Cabo Verde Espécies-alvo Viola barba-negra (Glaucostegus cemiculus) e Tubarão Doninha do Atlântico (Paragaleus pectoralis) Duração  2019 – presente Parceiros técnicos Universidade Técnica do Atlântico, IMAR, Direção Nacional do Ambiente (DNA), SHARCC – Centro de Pesquisa e Conservação dos Tubarões do Atlântico, Geomar, Ocean Tracking Network Parceiros financeiros Ocean 5, Waitt Foundation,  Universidade de Dalhousie, Fundação Mava   Objectivos: Melhorar a compreensão sobre a biologia, ecologia e status de conservação dos Elasmobrânquios (tubarões e raias) que ocorrem em Cabo Verde, focando-se especificamente em duas espécies principais, Viola-barba-negra (Glaucostegus cemiculus) e o Tubarão-doninha-do-atlântico (Paragaleus pectoralis); Investigar o uso e a importância da Reserva Marinha de Santa Luzia e zonas envolventes à ilha (São Vicente), como zonas berçário para diferentes espécies de tubarões e raias; Mapeamento da distribuição das diferentes espécies de tubarões e raias; Fornecer os dados científicos essenciais para a implementação de medidas de proteção efetivas por parte das entidades governamentais, como a criação de zonas de exclusão de pesca de tubarões nas áreas de berçário. Área de estudo:   Resultados alcançados até à data:       Objetivos por cumprir: Novas áreas especiais de conservação nas ilhas adjacentes Novas espécies inventariadas para Cabo Verde Instalação de novos recetores na reserva de Santa Luzia Marcação acústica de indivíduos da espécie Glaucostegus cemiculus Alcançar toda a região costeira de São Vicente e a Reserva Marinha de Santa Luzia através do método de BRUV Alguns destes objetivos são de longo prazo, exigindo anos de esforço, pesquisa e colaboração entre todos os parceiros nacionais, assim como a padronização dos métodos utilizados e objetivos de preservação e conservação em comum.   Planos futuros: Nacionalizar o projeto, envolvendo todas as ONG´s nacionais na conservação dos tubarões e raias; Criação de uma rede Nacional de informações científicas sobre as populações de tubarões e raias com o objetivo de elevar Cabo Verde a um nível de preservação mundial dos tubarões e raias; Publicar os resultados em formato de artigo científico; Alcançar o máximo de crianças em idade escolar quanto à importância dos tubarões e raias; Sensibilização e participação ativa das Comunidades piscatórias dentro do projeto de pesquisa e conservação dos tubarões e raias de CV.   Estatutos do perigo de extinção: Paragaleus pectoralis, Atlantic Weasel shark em 2020 Glaucostegus cemiculus, Blackchin Guitarfish em 2019 Glaucostegus cemiculus, Blackchin Guitarfish em 2016 Notícias: Exposição itinerante do projeto em Escolas Secundárias (2021) Vídeos:

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