Bandeira Azul

A Bandeira Azul é um símbolo de qualidade, um galardão que é atribuído anualmente às praias, marinas e operadores de embarcações de turismo sustentável que se candidatam e que cumpram um conjunto de critérios de natureza ambiental, de segurança e conforto dos utilizadores da praia com o objetivo de elevar o grau de conscientização dos cidadãos e dos tomadores de decisão. O Programa é uma iniciativa da Fundação para Educação Ambiental (FEE) que se iniciou na França em 1985 e vem sendo desenvolvido em outros continentes desde 2001, tornando-se atualmente num fenómeno global. Uma praia com bandeira azul significa, entre outras coisas, que é uma praia limpa e com uma boa qualidade da água, equipada com recipientes de lixo, instalações sanitárias, boas acessibilidades, vigiada por nadadores-salvadores, equipamento de primeiros socorros e com informação e atividades de educação ambiental. O programa desafia buscar padrões elevados de gestão em algumas categorias como: Educação e informação ambiental; Qualidade da água; Gestão ambiental; Segurança e serviços.   Ao todo são necessários 32 requisitos para que uma praia possa ter a certificação internacional/hastear a Bandeira Azul. Título do projecto Projeto Bandeira Azul Cabo Verde Duração 2018 – 2023 (5 Anos) Parceiros técnicos CMSal, ONG Projeto Biodiversidade, Agência Marítima e Portuária, Águas de Ponta Preta e outros parceiros (marinas, unidades hoteleiras, etc). Parceiros financeiros Câmara do Turismo de Cabo Verde, Governo de Cabo Verde, através do Ministério da Economia Marítima e Ministério do Turismo e Transportes, Ministério de Educação e Ministério do Ambiente/DNA A Biosfera é, desde Dezembro de 2017, membro oficial e operador nacional dos programas da FEE em Cabo Verde. Cabo Verde, enquanto destino turístico tem apostado no reconhecimento a nível nacional e internacional das suas praias incorporando os critérios de sustentabilidade e garantindo um selo de qualidade aos serviços e produtos oferecidos aos visitantes. Assim sendo a praia de Santa Maria, uma das sete maravilhas de Cabo Verde pela sua beleza natural e potencial turístico, foi escolhida como projeto-piloto, embora o objetivo e desejo deste projeto seja a médio prazo englobar outras praias nacionais neste selo de qualidade reconhecido a nível internacional. Obter a Bandeira Azul é uma grande responsabilidade que deve ser traduzida em mudanças de comportamento e uma gestão responsável. Hastear a bandeira é somente o início deste processo de mudança.

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Conhecer melhor os tubarões e raias

Este projeto almeja avançar com os atuais esforços para melhorar a nossa compreensão da biologia, ecologia e estado de conservação dos elasmobrânquios que ocorrem em Cabo Verde, com o foco na espécie Viola barba-negra (Glaucostegus cemiculus) e no tubarão doninha do Atlântico (Paragaleus pectoralis). .~ O arquipélago de Cabo Verde é considerado o lar de várias espécies de preocupação internacional de conservação, tais como o Viola barba-negra, espécies que ocorrem apenas na África Ocidental ou mesmo endémicas de Cabo Verde, tais como o tubarão doninha do Atlântico e a raia de Cabo Verde, respetivamente. No entanto, o conhecimento sobre eles é ainda muito limitado localmente, apesar das leis nacionais e internacionais emergentes. O Projeto de Conservação dos Elasmobrânquios de Cabo Verde visa preencher as lacunas ao nível da ecologia e biologia das espécies de tubarões de Cabo Verde, além de fornecer dados que são fundamentais para a definição de medidas urgentes de proteção e conservação. Detalhes do projeto Título do projeto Projeto de pesquisa e conservação dos Elasmobrânquios de Cabo Verde Espécies-alvo Viola barba-negra (Glaucostegus cemiculus) e Tubarão Doninha do Atlântico (Paragaleus pectoralis) Duração  2019 – presente Parceiros técnicos Universidade Técnica do Atlântico, IMAR, Direção Nacional do Ambiente (DNA), SHARCC – Centro de Pesquisa e Conservação dos Tubarões do Atlântico, Geomar, Ocean Tracking Network Parceiros financeiros Ocean 5, Waitt Foundation,  Universidade de Dalhousie, Fundação Mava   Objectivos: Melhorar a compreensão sobre a biologia, ecologia e status de conservação dos Elasmobrânquios (tubarões e raias) que ocorrem em Cabo Verde, focando-se especificamente em duas espécies principais, Viola-barba-negra (Glaucostegus cemiculus) e o Tubarão-doninha-do-atlântico (Paragaleus pectoralis); Investigar o uso e a importância da Reserva Marinha de Santa Luzia e zonas envolventes à ilha (São Vicente), como zonas berçário para diferentes espécies de tubarões e raias; Mapeamento da distribuição das diferentes espécies de tubarões e raias; Fornecer os dados científicos essenciais para a implementação de medidas de proteção efetivas por parte das entidades governamentais, como a criação de zonas de exclusão de pesca de tubarões nas áreas de berçário. Área de estudo:   Resultados alcançados até à data:       Objetivos por cumprir: Novas áreas especiais de conservação nas ilhas adjacentes Novas espécies inventariadas para Cabo Verde Instalação de novos recetores na reserva de Santa Luzia Marcação acústica de indivíduos da espécie Glaucostegus cemiculus Alcançar toda a região costeira de São Vicente e a Reserva Marinha de Santa Luzia através do método de BRUV Alguns destes objetivos são de longo prazo, exigindo anos de esforço, pesquisa e colaboração entre todos os parceiros nacionais, assim como a padronização dos métodos utilizados e objetivos de preservação e conservação em comum.   Planos futuros: Nacionalizar o projeto, envolvendo todas as ONG´s nacionais na conservação dos tubarões e raias; Criação de uma rede Nacional de informações científicas sobre as populações de tubarões e raias com o objetivo de elevar Cabo Verde a um nível de preservação mundial dos tubarões e raias; Publicar os resultados em formato de artigo científico; Alcançar o máximo de crianças em idade escolar quanto à importância dos tubarões e raias; Sensibilização e participação ativa das Comunidades piscatórias dentro do projeto de pesquisa e conservação dos tubarões e raias de CV.   Estatutos do perigo de extinção: Paragaleus pectoralis, Atlantic Weasel shark em 2020 Glaucostegus cemiculus, Blackchin Guitarfish em 2019 Glaucostegus cemiculus, Blackchin Guitarfish em 2016 Notícias: Exposição itinerante do projeto em Escolas Secundárias (2021) Vídeos:

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BYCATCH: Parar as mortes agora!

A pesca industrial gera capturas acidentais/secundárias, isto é, capturas de espécies não-alvo (o chamado bycatch) como tartarugas, aves marinhas, tubarões e cetáceos, bem como espécies de peixe ou outros animais sem valor comercial (ex. estrelas-do-mar, esponjas, peixes abaixo do tamanho mínimo). As águas cabo-verdianas albergam muitas destas espécies mais emblemáticas, algumas das quais migratórias que dependem da região como zonas de invernada, reprodução e alimentação. Os palangreiros (navios com palangres contendo centenas ou milhares de anzóis iscados) são os principais responsáveis pelo bycatch em Cabo Verde. Estas capturas para além de enfraquecerem consideravelmente a estrutura e o funcionamento das comunidades marinhas e dos seus ecossistemas, representam também uma perda significativa de rendimento, na medida em que a maior parte das espécies capturadas não são comercializáveis sendo, portanto, descartadas diretamente no mar já mortas ou moribundas. Os dados referentes a esta mortalidade são de uma enorme inexatidão, colocando o bycatch como um dos problemas ambientais mais relevantes ao nível das pescas comerciais modernas. No âmbito da sua política comum de pescas, a União Europeia adotou em 2012, um plano de ação para reduzir estas capturas acidentais. A União Europeia nomeou a Comissão Europeia para “assegurar que os observadores de pesca sejam regularmente colocados a bordo dos navios e registem com exatidão as capturas acidentais de aves marinhas”, inclusivé para atividades pesqueiras fora da União Europeia. O protocolo exige também que os palangreiros apliquem medidas de mitigação contra o bycatch, em conformidade com as diretrizes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO, como combinações de dispositivos dissuasores (ex. anzóis modificados ou colocados a diferentes níveis, luzes noturnas, aparelhos acústicos para afastar aves e mamíferos ou janelas de emergência, etc). Estas medidas de mitigação estão a demorar muito tempo a ser implementadas e as capturas acidentais dos navios de pesca que operam nas águas de Cabo Verde são ainda muito elevadas. A Biosfera realizou um inquérito junto dos pescadores cabo-verdianos a bordo destas embarcações em 2011-2012 e 2018 e os resultados mostram que as tartarugas marinhas não escapam a estes dispositivos de pesca. Por conseguinte, é urgente melhorar a seletividade das artes de pesca e promover técnicas menos destrutivas. A Biosfera incentiva igualmente o Estado a adotar medidas eficazes para limitar estas “capturas acidentais” e sensibilizar os consumidores para as consequências de práticas de pesca não sustentáveis.

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Enfrentar a poluição marinha

Segundo as Nações Unidas, estima-se que todos os anos os oceanos recebam cerca de 13 milhões de toneladas de plástico, o equivalente a descarregar um camião de lixo no oceano por minuto. Devido à sua localização geográfica, no centro do Giro do Atlântico Norte e com uma grande influência da corrente das Canárias, o arquipélago de Cabo Verde encontra-se especialmente propenso à acumulação de lixo marinho nas suas praias. De forma  a combater este problema, foi criado no início de 2022 o departamento de Poluição Marinha da Biosfera, que tem o objetivo de enfrentar os problemas relativos à poluição marinha em Cabo Verde que e pretende atuar em 4 frentes interligadas: (1) campanhas de limpeza de praias para restauro de ecossistemas marinhos e costeiros; (2) sensibilização e mobilização (para o público em geral, comunidades piscatórias e escolas) em temas variados como poluição marinha, resíduos, poluição por plástico, alternativas e reutilizáveis; (3) desenvolvimento de alternativas reutilizáveis a artigos de uso único com o apoio de empresas e projetos locais liderados por mulheres; e (4) desenvolvimento de um projeto-piloto para transformação de plástico, com o objetivo de evitar que o plástico produzido pela população de São Vicente vá parar ao aterro e, consequentemente ao mar.   1- Plast’icina Título do projeto Projeto de transformação de plástico Duração  2022 – 2023 Parceiros técnicos Precious Plastic Portugal, Oceanário de Lisboa, EducAfrica Parceiros financeiros Associação CALAO   Objetivos: Desenvolvimento de oficina de transformação de plástico; Ministrar ações de formação a professores baseada na metodologia “Plasticologia Marinha” do Oceanário de Lisboa.   Resultados alcançados até à data:     2- Proteger, Restaurar e Educar Título do projeto Proteger, Restaurar e Educar: estratégia para enfrentar a poluição marinha Duração  2022 – 2023 Parceiros técnicos OMCV, SIMILI e CMSV Parceiros financeiros 11th Hour Racing Team Objetivos: Restauro de ecossistemas costeiros e marinhos, através de ações de limpeza de praia e limpezas aquáticas em São Vicente; Desenvolver programa educacional e de sensibilização para escolas; Desenvolvimento de alternativas reutilizáveis a produtos plásticos de uma única utilização; Desenvolvimento de ações de comunicação e sensibilização sobre poluição marinha e por plástico.   Resultados alcançados até à data:   3- Gestão Sustentável dos Resíduos em Cabo Verde Título do projeto Educação, Comunicação e Sensibilização para promoção de mudanças de comportamento Duração  2022 – 2023 Parceiros técnicos – Parceiros financeiros Embaixada de França em Cabo Verde Objetivos: Educar e sensibilizar para os problemas decorrentes de uma incorreta gestão de resíduos em Cabo Verde; Sensibilizar para a problemática da poluição marinha e seus impactos nos ecossistemas marinhos e costeiros; Promover uma gradual mudança de hábitos e comportamentos junto da população em geral.   Objetivos por cumprir: Projeto em andamento.   Planos futuros: Estando os projetos em andamento, ainda não existem planos para o futuro. Notícias: Mega campanha de limpeza – ilha de Santa Luzia (Campanha de limpeza realizado na praia dos Achados (Junho 2021) Campanha de limpeza – ilha de São Vicente (Campanha de limpeza realizado na praia do Norte de Baía (Outubro 2020) A Ilha Deserta Das Tartarugas (série de reportagens da TVI sobre Poluição Marinha, intitulado de “PLÁSTICO: O NOVO CONTINENTE”) (Agosto 2020) Remote Sea Turtle Nesting Area Cleared of Over 4 Tons of Plastic Waste, (Área remota de nidificação de tartarugas marinhas limpa de mais de 4 toneladas de resíduos plásticos) – Sea Shepherd (Março 2019) Vídeos:

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DESERTAS – Reserva de Santa Luzia

O Projeto DESERTAS pretende estabelecer um sistema de vigilância e monitorização eficaz na ilha de Santa Luzia, e assim aumentar a proteção de habitats e espécies endémicas e/ou vulneráveis nesta ilha protegida e desabitada.   Com o apoio da Fundação MAVA, teve início em 2017 e é fruto de uma forte colaboração entre a Direção Nacional do Ambiente (DNA), Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), a Biosfera e algumas Universidades estrangeiras. Os principais eixos deste projeto são os seguintes:   Assegurar a gestão eficaz da Reserva de Santa Luzia. Os primeiros passos foram adquirir o equipamento básico (barco, tendas, uniformes, GPS, binóculos, rádio) e recrutar a equipa de vigilância necessária para trabalhar na reserva. Os técnicos da Biosfera e os agentes de DNA estão agora devidamente envolvidos e motivados e são regularmente treinados em: monitorização e legislação da reserva, mapeamento e caracterização de habitat, monitorização e manipulação de fauna silvestre, navegação e gestão de dados; Estabelecer estações temporárias de vigilância na ilha e apoiar o funcionamento do gabinete de Áreas Protegidas da DNA no Mindelo. Em Santa Luzia, foi criada a primeira estação de vigilância em Água Doce, e a sede dos vigilantes da Reserva será em breve construída no Portinho. Foram estabelecidos fundeadouros oficiais no Calhau (São Vicente), no Portinho (Santa Luzia) e no ilhéu Raso, para melhorar a segurança das embarcações que prestam serviço na Reserva e para reduzir o impacto das mesmas no fundo do mar; Monitorizar continuamente as espécies exóticas invasoras nessas ilhas vulneráveis, onde qualquer perturbação externa pode ter um impacto desastroso sobre o ecossistema e as espécies; Estabelecer protocolos de monitorização da biodiversidade e monitorizar a evolução das espécies e habitats com resultados encorajadores para a protecção das tartarugas reprodutoras (Caretta caretta) e das aves terrestres. 37 espécimes da Calhandra-do-ilhéu-Raso, uma ave endémica da ilha do Raso, foram reintroduzidos com sucesso em 2018 na ilha de Santa Luzia. A reintrodução desta espécie noutra ilha destina-se a aumentar a resiliência da população a longos períodos de seca frequente nos últimos anos; Assegurar campanhas de monitorização e vigilância nos locais de desova de tartarugas Caretta caretta de Junho a Outubro. Em 2018, mais de 5500 ninhos foram identificados e monitorizados; Promover e mobilizar as autoridades e o público em geral sobre a importância da Biodiversidade de Santa Luzia.   Detalhes do projecto Título do projeto DESERTAS – Gestão sustentável da Reserva Marinha de Santa Luzia Espécies-alvo Biodiversidade global / Espécies endémicas como Calhandra-do-ilhéu-Raso (Alauda razae) / Espécies invasoras / Tartaruga marinha (Caretta caretta) Duração Abril 2017 – Dezembro 2020 Parceiros técnicos Direção Nacional do Ambiente (DNA), Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Universidades de Coimbra (MARE) e do Cabo Verde Parceiros financeiros Fundação MAVA Notícias: Vídeo da translocação da Calhandra-do-raso – (Maio 2018) Vídeo – As ilhas Desertas – (Julho 2017)

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ALCYON: Conservar Aves Marinhas

O projeto ALCYON visa colmatar a profunda falta de conhecimentos base sobre a ecologia das aves marinhas em Cabo Verde. O arquipélago de Cabo Verde é conhecido por ser um hotspot das aves marinhas a nível mundial. Apesar disso, as populações de aves marinhas têm diminuído fortemente, muitas vezes por captura direta, levando ao desaparecimento de populações em algumas ilhas e ilhéus. A escassez de informação sobre as ameaças e o estado de conservação das aves marinhas e a pouca sensibilidade do público para este tema levou à necessidade de encetar um projeto de conservação visando este grupo. Através deste projeto, pretende-se colmatar a profunda falta de conhecimentos base sobre a ecologia das aves marinhas em Cabo Verde e a identificação e mitigação das ameaças tanto em terra como no mar. Além disso, pretende promover a capacitação de técnicos locais na monitorização das aves marinhas, a capacitação em investigação, promover a sensibilização da sociedade a nível nacional e melhorar o quadro legal existente para a proteção das espécies e dos sítios relevantes. Detalhes do projeto Título do projeto ALCYON: Conservação das Aves Marinhas em Cabo Verde Espécies-alvo Cagarra (Calonectris edwardsii), Gongon (Pterodroma feae), Pedreirinho (Hydrobates jabejabe), Pedreiro (Puffinus lherminieri boydi), João preto (Bulweria bulwerii), Alcatraz pardo (Sula leucogaster), Alcatraz de patas vermelhas (Sula sula), Rabo de junco (Phaethon aethereus) e Pedreiro azul (Pelagodroma marina) Duração 2017 – 2025 Parceiros técnicos Direção Nacional do Ambiente (DNA),Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Universidade de Cabo Verde, Universidade de Barcelona (Espanha), Universidade de Coimbra (Portugal), Outras ONG nacionais (Projecto Vitó, Bios.cv, Lantuna, Projeto Biodiversidade) Parceiros financeiros  Fundação MAVA, BirdLife International (coordinator) Objetivos: Investigação da ecologia e conservação das aves marinhas e capacitação técnica a nível local; Proteção efetiva para todas as colónias prioritárias de aves marinhas; Sensibilização do público sobre a importância das aves marinhas; Melhoria do quadro legal e da aplicação da legislação; Sustentabilidade e parceria das ONG´s, Autoridades e Instituições Académicas para a conservação das aves marinhas; Elaboração e aprovação do Plano de Ação Nacional para a conservação das aves marinhas; Mapear as zonas de pesca e determinar a sua sobreposição com as áreas de alimentação das aves marinhas, como uma ferramenta essencial para avaliar o potencial risco de bycatch.   Área de estudo:     Resultados alcançados até à data:     Objetivos por cumprir: Os planos de biossegurança não foram efetuados por impossibilidade resultante do acesso descontrolado a estas áreas.   Planos futuros: A terceira fase (2022-2025) foi concebida para implementar o Plano de Ação Nacional das Aves Marinhas de Cabo Verde, finalizado em 2022 e os objetivos principais são os seguintes: A redução da mortalidade das aves marinhas adultas é a maior prioridade; Reforçar a capacidade em Cabo Verde através de intercâmbios com organizações parceiras em África; A promoção do envolvimento da comunidade na conservação das aves marinhas, através do programa Guardiães do Mar (GOS) já estabelecida nas ilhas Sal e Maio, capacitando os membros das comunidades de pesca artesanal a tomar medidas para monitorizar, reduzir e comunicar as capturas acessórias de megafauna nas suas pescarias, incentivadas por melhorias nos sistemas de segurança, instalações de manuseamento e conservação de peixe e formação.   Notícias: Shearwaters – Poacher to Savior, (Cagarras – De caçador furtivo a salvador) – Sea Shepherd (Novembro 2014)Brigitte Bardot and the Capeverde Shearwaters, (Brigitte e as Cagarras-de-Cabo Verde) – Sea Shepherd (Julho 2014)

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Áreas Marinhas Protegidas

Devido à exploração excessiva dos recursos marinhos a nível local, nacional e internacional, estas áreas protegidas são zonas essenciais para recuperar os stocks de biodiversidade e evitar o colapso ecológico, económico e social. Cabo Verde tem 22 Áreas Marinhas Protegidas (AMP), mas a maioria delas ainda não tem Planos de Gestão elaborados e/ou aprovados, ou estão em fase de implementação. A Biosfera está empenhada numa estratégia de cogestão destas áreas, onde as comunidades que dependem dos seus recursos se tornam um elemento essencial e parte interessada na proteção das áreas protegidas. Área Marinha Protegida da Comunidade de Calhau Nome da Área Área Marinha Protegida da Comunidade de Calhau Ilha São Vicente Área Proposta  10,43 Km2 Implementação  2021 – 2023 Parceiros técnicos Concelho Comunitário da Comunidade do Calhau, ONG Biosfera1 Parceiros financeiros Ocean 5 Boletim Oficial Inexistente   Objectivos: Proteger um habitat único e promover a integração da comunidade na cogestão do seu Meio Ambiente e de seus recursos, bem como o desenvolvimento de formas alternativas sustentáveis de rendimento.     Resultados alcançados até à data:   Objetivos por cumprir: Criar efetivamente e legalmente a AMP do Calhau; Iniciar as atividades da empresa de Ecoturismo NEW BLUE; Ter uma primeira reunião oficial do Concelho Comunitário da Comunidade.   Planos futuros: Continuar lutando junto das autoridades competentes para se tentar atingir os objetivos (para que todos os 3 objetivos que ainda não foram alcançados possam ser cumpridos temos de ter respostas por parte do Ministério da Tutela, as quais aguardamos há quase 2 anos).   Parque Natural Marinho de Cruzinha Nome da Área Parque Natural Marinho de Cruzinha Ilha Santo Antão Área Proposta 124,88 Km2 Implementação  2021 – 2023 Parceiros técnicos Associações comunitárias, ONG Terrimar, ONG Biosfera 1. Parceiros financeiros Ocean 5 Boletim Oficial Altera a categoria da Reserva Natural de Cruzinha, pertencente à Rede Nacional das Áreas Protegidas (B.O de 2014, Decreto-Regulamentar nº 36/2014), aprovada a sua delimitação pertencente à Rede Nacional das Áreas Protegidas (B.O 2022, Decreto-Regulamentar nº 35/2022).   Objectivos: Proteger um habitat único e promover a integração da comunidade na cogestão do seu Meio Ambiente e de seus recursos, bem como o desenvolvimento de formas alternativas sustentáveis de rendimento.     Resultados alcançados até à data:   Objetivos por cumprir: Identificar potencialidades para desenvolvimento de novas atividades geradoras de rendimento; Criar um Concelho comunitário; Ajudar a promover novos negócios sustentáveis (formações, aquisição de equipamentos e implementação de atividades); Identificar junto das comunidades áreas de exclusão de atividades pesqueiras/extrativas; Promover a implementação de um Plano de Gestão Comunitário.   Planos futuros: Continuar lutando junto das autoridades competentes para se tentar atingir os objetivos por cumprir e continuar trabalhando com as comunidades locais para que estas sejam integradas não apenas na cogestão bem como em novas atividades geradoras de rendimentos sustentáveis do ponto de vista económico-social e ambiental. No primeiro semestre de 2023, prevê-se o cumprimento de todos os objetivos classificados por cumprir. Áreas marinhas protegidas de Santa Luzia e Ilhéus Branco e Raso Nome da Área Complexo de Áreas marinhas protegidas de Santa Luzia e Ilhéus Branco e Raso Ilha Administrativamente pertencente ao Concelho de São Vicente Área Proposta ~ 500 km2 Implementação  Plano de gestão à espera de aprovação Parceiros técnicos Associações comunitárias, ONG Biosfera 1 e Direção Nacional do Ambiente Parceiros financeiros Vários financiadores ao longo de 17 anos Boletim Oficial Declarada Reserva Natural em 1990 (Lei nº 79/III/9G), reclassificada Reserva Natural Parcial (B.O 2014, Decreto-Regulamentar nº 40/2014), aprovada a sua delimitação pertencente à Rede Nacional das Áreas Protegidas (B.O 2022, Decreto-Regulamentar nº 36/2022).   Objectivos: Implementar atividades diversas que já foram identificadas no plano de gestão (que ainda aguarda aprovação), e que passam pela conservação e pesquisa de aves marinhas, recifes de corais, tartarugas marinhas, espécies invasoras, tubarões, aves terrestres, répteis terrestres, reintrodução de espécies, campanhas de limpeza, trabalhos com as comunidades piscatórias.     Resultados alcançados até à data:   Objetivos por cumprir: Efetivação do plano de gestão; Implementação de um programa de fiscalização eficiente.   Planos futuros: Continuar lutando junto das autoridades competentes para se tentar atingir os objetivos por cumprir e continuar trabalhando com as comunidades locais para que estas sejam integradas não apenas na cogestão.  

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Megafauna – dinâmica de espécies marinhas

Co-criado por investigadores (Reino Unido e Cabo Verde) e ONG nacionais, este projecto visa fornecer um primeiro inventário e descrição da dinâmica das comunidades de megafauna marinha em locais de alto valor em termos de biodiversidade nas ilhas de São Vicente, Santa Luzia, Boa Vista e Sal. Estes locais, insuficientemente protegidos e ameaçados pela erosão da biodiversidade e pela sobre-exploração dos recursos, albergam grandes stocks de peixes, elasmobrânquios, tartarugas marinhas e cetáceos. No entanto, esta megafauna ainda é pouco conhecida e existem poucos inventários, principalmente devido a dificuldades de acesso. Este projeto preenche estas lacunas e visa melhorar o nosso conhecimento, acompanhando a evolução da dinâmica das comunidades desta megafauna, que evoluem ao longo do tempo em relação a fatores abióticos (tipo de habitat, temperatura, clorofila, vento e correntes) e bióticos. Toda esta informação é essencial para determinar o estado de base das áreas de alto valor de biodiversidade e para iniciar a criação de Áreas Marinhas Protegidas cogeridas pelas comunidades locais, ONG’s e autoridades ou para reforçar a proteção de áreas já estabelecidas. Título do projeto MEGAFAUNA: dinâmica de espécies marinhas Espécies-alvo  Megafauna marinha: Tartarugas, Tubarões, Raias, Mamíferos Marinhos, etc Duração 2022 – 2023 Parceiros técnicos Queen Mary University of London Parceiros financeiros  Queen Mary University of London Objetivos: Biosfera, participa nas atividades programadas nas ilhas de Santa Luzia e São Vicente: Reforço das competências do pessoal em aeronaves voadoras e análise de dados (gravações de vídeo, estatísticas, mapeamento); Realização de campanhas semanais de sobrevoo (gravações vídeo e fotografias) das linhas costeiras vigiadas para determinar se as espécies protegidas internacionalmente estão de facto a utilizar as áreas marinhas protegidas;; Organização de campanhas de sensibilização do público e seminários temáticos. A transferência de conhecimentos deste projeto proporcionará à Cabo Verde uma caixa de ferramentas essencial para controlar o seu desenvolvimento e proteger a sua biodiversidade marinha. Resultados alcançados até à data:         Objetivos por cumprir: Estando ainda dentro do prazo de execução do projeto, todos os objetivos estão a ser atingidos. A análise dos resultados está a ser realizada pelos técnicos da Universidade Queen Mary of London. Planos futuros: Após a análise dos resultados, será analisada a necessidade da extensão ou modificação do projeto. Vídeos:

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